Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Vassourinha-doce

Vassourinha-doce

Scoparia dulcis L.

Scoparia dulcis Planta nativa na América Tropical, hoje com larga distribuição no mundo. No Brasil ocorre na maior parte do território, mas raramente aparece em grandes concentrações, sendo infestante em pastagens e culturas, especialmente perenes como a do café. É uma planta herbácea anual, reproduzida por semente, de base sublenhosa, ereta com até 80cm de altura, muito ramificada com ramos ascendentes, numa estrutura que permite seu uso como “vassoura”. Folhas curto-pecioladas, opostas ou verticiladas, limbo membranáceo, lanceolado, linear-lanceolado ou oval-lanceolado, com margens denteadas. Inflorescência axilar, com abundantes flores pediceladas de coloração verde com cálice apresentando 4 sépalas e pétalas brancas ou azuladas que são seguidas por cápsulas de frutos de coloração pardo-amarelada. A origem do nome vem do latim “scopa”, vassoura (pelo uso da planta), e dulcis, doce. Popularmente a planta é conhecida por diversos nomes: vassourinha, vassourinha-doce, vassourinha-cheirosa, vassourinha-mofina, vassourinha tupiçaba, vassourinha-miúda, vassourinha-de-botão, tapixaba, tupixava, tupiçaba, tapeiçaba.

No passado usavam-se feixes de ramos amarrados para varrer casas no interior. É usada na farmacopéia popular com diversas indicações. A planta tem realmente propriedades emolientes, sendo sucedânea das malvas, e também lhe são atribuídas propriedades béquicas e antifebris. Na homeopatia preparam-se medicamentos com essa planta contra o catarro dos pulmões, febres e dores de ouvido. A planta encerra um composto denominado amelina, que tem mostrado eficácia no tratamento de certos tipos de diabetes. Uma dose de 15-20mg diários de amelina podem determinar um lento e progressivo abaixamento do nível de glicose no sangue, conforme experimento clínico efetuado em 1945. A amelina é extraída das folhas por infusão.